Uma Igreja nordestina

Origem

A Igreja de Cristo no Brasil; organizada no dia 13 de dezembro de 1932 na cidade de Mossoró-RN, surge num dos momentos mais alvissareiros da história da igreja evangélica brasileira. Em uma época árdua e, de poucos recursos de evangelização, esta igreja sertaneja - expande-se fascinantemente de suor a suor, de calo a calo; no sacrifício de seus pioneiros – que na plena vazão do Espírito de Deus pregavam as boas novas do reino na aridez da terra e pedregais e sob o sol escaldante no coração do Nordeste brasileiro.

Natureza

A ICB é a primeira igreja evangélica de origem genuinamente brasileira distinguindo-se por uma rara beleza histórica - não nasce motivada pela disputa de poder, como é mais comum em dissidências - mas de um sincero e impetuoso sentimento de defesa da fé cristã e da doutrina apostólica da salvação eterna e exclusiva pela graça. Contando-se assim suscintamente, a sua história:

Resumo histórico

1.Em 1932, seus fundadores - membros respeitados e provenientes dos primeiros anos de formação da Igreja Assembleia de Deus no Brasil - depararam-se no auge da evangelização do Sertão Brasileiro com uma divergência doutrinária, instando os dois Missionários da Assembléia de Deus no Nordeste, Samuel Nysrtron e Gunnar Vingren, a respeito da salvação exclusiva pela graça por meio da fé, sem o concurso dos méritos próprios, e a segurança eterna do crente genuíno.


2.Mesmo com a mudança do missionário Gunnar Vingren para a cidade de Petropólis-RJ, a Igreja no Nordeste necessitava de uma definição sobre a controvérsia doutrinária e por isso, após uma convenção ocorrida em Natal-RN, os pioneiros sob a liderança do Pr. Manoel Higino de Souza, com apoio dos Pastores: Eustáquio Lopes da Silva, João Vicente de Queiroz e Gumercindo Medeiros; Presbíteros: Cândido Barreto e Tomaz Benvindo e os Evangelistas: Domingos Barreto, Francisco Alves e João Morais empreenderam diversas tentativas para promover o debate sobre a divergência. E, desse modo, enviaram cartas ao missionário Nils Kastberg, que após negativa inicial, concordou com a realização de um Concílio Doutrinário para a cidade de Mossoró-RN, para qual, houve prévia preparação em oração e meditação das Escrituras, mas que não fora realizado; pois decepcionando a expectativa de todos que o aguardavam - Nils Kastberg afirmou que não mais aconteceria qualquer Convenção – e que a denominação reafirmaria os ensinos da salvação condicional, estando livres para desmembrarem, os que dela discordassem.

3.Diante da negativa de debater o assunto da salvação incondicional e eterna do cristão genuíno; os líderes mencionados; devolveram de forma voluntária e pacifica suas credenciais de Obreiros, à liderança da Assembléia de Deus e por soberana vontade divina, tomaram a decisão histórica de naquela mesma data; na cidade de Mossoró-RN, organizarem a IGREJA DE CRISTO no Brasil.

Uma Igreja não denominacionalista

Até os nossos dias, a Igreja Assembleia de Deus é uma das maiores cooperadoras da Igreja de Cristo em todo o Brasil, inseridas ambas dentre as mais antigas denominações do país que como as demais respeitam suas individualidades e pertencem ao corpo único de Cristo, como igreja invisível e militante.
Durante os primeiros anos, enquanto muitas igrejas evangélicas procuravam os grandes centros- a IGREJA DE CRISTO NO BRASIL iniciou com vivacidade uma verdadeira cruzada de evangelização no interior do Sertão Brasileiro. E atualmente passados mais de 80 (anos) desde sua organização; a ICB consolidou-se, sem desvirtuar-se; em todas as regiões desse grande país.
A Igreja de Cristo no Brasil; mantém-se com um farol que ilumina as nações com coragem, rompe com os atuais modelos de teologia materialista, de massificação e de prosperidade. Seus líderes, homens humildes, mas zelosos pelas Escrituras, com o mesmo ímpeto de seus fundadores mantém firme a missão da evangelização do genuíno evangelho da graça de Deus, da atualidade dos dons espirituais, da segurança da salvação em Cristo Jesus, e do contínuo exercício do cuidado e da misericórdia social.

Bases de Fé da ICB

CREMOS:


I - Na suficiente inspiração divina, veracidade e integridade da Bíblia, tal como foi revelada originalmente, com suprema autoridade em matéria de fé e conduta prática. Mt 24:35; Hb 4:12.
II - Na existência de um só Deus Triúno, Pai, Filho e Espírito Santo, um em essência e Trino em Pessoa. Mt 28:19; Jo 14;8-11,16-17; 16:13-15; I Jo 5:5-8.
III - Na pecaminosidade universal e na culpabilidade de todos os homens, desde a queda de Adão, início da ira de Deus e na condenação de todos os homens. Gen 2:16-17; 3:1-24; Rm 3:9-23; 5:12-21; 6:23 e Hb.9:27-28.
IV - Na redenção da culpa, da pena, do domínio e da presença do pecado, somente por meio da morte expiatória do Senhor Jesus Cristo, no sangue do Unigênito Filho encarnado de Deus, nosso representante e substituto. Rm 3.24-25; 4;25; 5,6-10; I Co 1.30; 15.50-57.
V- Na ressurreição corporal do Senhor Jesus Cristo e Sua gloriosa ascensão à direita de Deus Pai. Jo 20:1-29; At 1:9-11; Rm 4:25.
VI - Na intercessão de Jesus Cristo, como único mediador e Salvador entre Deus e os homens, Jo 14:6-13; I Tm.2:5; At 4:11-12.
VII - Na missão soberana e pessoal do Espírito Santo, no arrependimento, na regeneração e na santificação dos genuínos cristãos. Jo 3:3-7; 16:7-11; II Cor 5:17; Ef 1:13-14;Tt 3:5.
VIII - Na Justificação pela fé e na salvação eterna do crente genuíno sem concurso de mérito próprio. Sendo a justificação do pecador somente pela graça de Deus na suficiência do sangue remidor de Jesus Cristo, com eterna segurança. Jo 10:27-29; Rm 3:24-28; 5:1-2; 8:1-2, 31/9; Ef 2:1-9.
IX - Na existência de uma única Igreja de Cristo, Invisível, Santa e Universal, que é o Corpo de Cristo, à qual pertencem todos os genuínos cristãos, que serão ressuscitados, transformados, trasladados e arrebatados, na vinda de Jesus, como Igreja Triunfante, e que na terra se manifesta nas Igrejas locais, como Igrejas Militantes. Mt 16:18; I Co 12:12-13; Ef 4:1-16; Cl 4:15; Rm 16:4,5,16; Ap 2;1,8,12,18; 3:1,7,14.
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X - No governo Teocrático-Congregacional, o governo que emana de Deus, sendo Cristo o cabeça soberano da Sua Igreja que é o Seu Corpo, e de todo principado e potestade, porque é tudo em todos, para que em tudo tenha a preeminência. Cl 1:16-20; Ef 2:20-22; Ef 4:11-16; 5:23-24; I Co 3: 11; 12:12-31; I Pe 2:6.
XI - Na certeza da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo em corpo glorificado, juntamente com os cristãos ressuscitados, após o arrebatamento de Sua Igreja Triunfante, e a consumação do Seu reino milenial naquela manifestação. Ap 20:1-6; Mt 24; 25; Mc 13; Lc 21:5-36; I Ts 4:13-18; 5:1-11.
XII - Na soberania de Deus na criação, revelação, redenção, governos e nos grandes julgamentos:
a)Dos crentes no tribunal de Cristo, para receber os galardões, após o arrebatamento. I Co 3:11 15; II Co 5:10; Rm 14:10; Ap 22:12.
b)Das nações vivas na Sua vinda gloriosa. Mt 25:31-46; Ap. 1:7
c)Dos incrédulos e condenados no juízo final após o milênio. Ap 20:11-15 ; 21:8; Mc 16:16b, e Hb 9:27.
XIII - Na ressurreição dos mortos, na vida eterna dos Salvos e na condenação eterna dos injustos que não aceitaram Cristo Jesus como Salvador. Dn 12:2; Jo 5:28-29; At 17:31; 24:15; Heb 9:27-28, e Ap 20:11-15.
XIV _ Na vigência do exercício dos Dons Ministeriais, do Dom e Dons do Espírito Santo, tal qual se encontram na Palavra de Deus. Mc 6:17-20; At 2:1-13, 38-39; 10:44-47; Rm 12:3-8; I Co 13 e 14; Ef 4:11.